
O país mudou ou foi você que mudou depois que foi embora?
Luciene Marinho
9/8/202613 min read



Você passa anos vivendo em outro país. Aprende um novo jeito de trabalhar, começa a compreender códigos sociais que antes pareciam estranhos, incorpora hábitos, estabelece vínculos, conhece outras formas de pensar sobre família, carreira, dinheiro, relacionamentos, privacidade, tempo e qualidade de vida. Aos poucos, aquilo que exigia esforço começa a se tornar cotidiano.
Então você volta ao Brasil para passar férias, visitar a família ou permanecer por algum tempo.
Você conhece as ruas. Reconhece os sabores, as expressões, o humor, a música e as maneiras de conversar. Há algo profundamente familiar naquele lugar. Mas, em determinado momento, também surge um estranhamento difícil de explicar.
Algumas coisas parecem diferentes.
Outras estão exatamente como você lembrava, e talvez seja justamente isso que cause estranheza.
Você percebe mudanças no país, nas pessoas, nas relações e nos lugares. Ao mesmo tempo, começa a considerar outra possibilidade:
talvez não tenha sido apenas o Brasil que mudou enquanto você estava fora. Você também mudou.
Essa percepção pode ser uma das experiências mais inesperadas da migração.
Porque mudar de país não significa apenas mudar de endereço. Ao longo do tempo, viver entre culturas pode transformar referências, comportamentos, relações, valores e até a maneira como uma pessoa compreende quem é.
E então uma pergunta que parecia simples começa a ficar mais complexa:
onde é casa agora?
Quando sair do Brasil também significa começar a reconstruir referências
Nos primeiros meses ou anos vivendo no exterior, grande parte da atenção costuma estar voltada para a adaptação prática. É preciso compreender documentos, transporte, moradia, trabalho, idioma, serviços de saúde, regras, burocracias e formas diferentes de interação social.
Nesse período, as diferenças costumam aparecer com bastante clareza.
Existe “como as coisas eram no Brasil” e “como as coisas funcionam aqui”.
Com o tempo, entretanto, algo começa a mudar.
O que antes precisava ser conscientemente interpretado passa a ser incorporado à rotina. Determinadas regras deixam de parecer estranhas. Novos hábitos se tornam naturais. Algumas formas de organização passam a fazer sentido. Relações são construídas. O idioma deixa de ser apenas uma ferramenta e começa a participar da vida cotidiana.
Esse processo é estudado pela psicologia intercultural dentro do campo da aculturação.
Aculturação não significa simplesmente abandonar a cultura de origem e absorver a cultura do novo país. Trata-se de um processo muito mais complexo de contato e transformação entre referências culturais.
Uma pessoa pode preservar vínculos importantes com a cultura brasileira enquanto incorpora elementos da sociedade em que vive.
Pode continuar profundamente ligada ao Brasil e, ao mesmo tempo, descobrir que algumas partes de sua identidade foram transformadas pela vida no exterior.
É justamente por isso que pertencimento não precisa funcionar como uma escolha entre duas alternativas.
Você não deixou de ser brasileiro porque mudou
Às vezes, ao perceber essas transformações, surge uma espécie de desconforto.
“Será que estou perdendo minhas raízes?”
“Será que estou ficando distante demais?”
“Será que estou deixando de ser quem eu era?”
Mas identidade cultural não precisa ser entendida como algo imóvel.
Continuar pertencendo à cultura de origem não exige permanecer exatamente como se era no momento da partida.
Você pode continuar se reconhecendo como brasileiro e ter incorporado valores, hábitos e maneiras de viver aprendidos em outro país.
Pode preferir determinadas características da vida no exterior e sentir falta de outras do Brasil.
Pode se sentir profundamente conectado à língua portuguesa e, ainda assim, perceber que algumas partes da sua vida passaram a funcionar melhor em outro idioma.
Pode sentir orgulho de onde veio sem desejar voltar a viver exatamente da maneira como vivia antes.
Essas experiências não são necessariamente contraditórias.
Elas mostram que identidade pode se ampliar.
O retorno ao Brasil pode revelar mudanças que você não havia percebido
Enquanto alguém está vivendo fora, muitas transformações acontecem gradualmente.
É difícil perceber mudanças quando elas acontecem todos os dias.
Mas voltar ao Brasil pode funcionar como uma espécie de contraste.
Você retorna a um ambiente que conhece profundamente e percebe que sua maneira de responder a ele mudou.
Talvez certos comportamentos que antes pareciam normais passem a incomodar.
Talvez você estranhe novamente o ritmo, o trânsito, determinadas formas de comunicação, relações profissionais ou expectativas familiares.
Ou talvez aconteça o contrário: coisas que você nem percebia que sentia falta produzam uma sensação imediata de familiaridade.
A língua.
O humor.
A espontaneidade.
A comida.
A facilidade de compreender uma referência sem precisar explicá-la.
A possibilidade de falar e ser compreendido em nuances que nenhuma fluência em outro idioma reproduz exatamente da mesma maneira.
O retorno pode, portanto, produzir duas experiências aparentemente opostas:
reconhecimento e estranhamento.
E as duas podem existir ao mesmo tempo.
“Voltar para casa” nem sempre significa voltar para o mesmo lugar
Existe ainda outro elemento importante.
Enquanto você estava fora, o Brasil continuou acontecendo.
As pessoas mudaram.
As relações mudaram.
As cidades mudaram.
Seus amigos construíram novas rotinas. Seus familiares envelheceram. Algumas relações se aproximaram e outras perderam intimidade. Lugares desapareceram. Novos hábitos surgiram. Questões sociais, econômicas e culturais também se transformaram.
Às vezes, quem vive fora preserva uma representação do país ligada ao momento em que saiu.
Não porque esteja preso ao passado, mas porque grande parte das referências afetivas foi construída naquele período.
Quando retorna, encontra o país real do presente.
E existe ainda um segundo desencontro: as pessoas que ficaram também podem guardar uma versão antiga de quem partiu.
Elas lembram da pessoa que saiu.
Mas quem volta já viveu experiências que aqueles relacionamentos não acompanharam de perto.
Por isso, algumas pessoas relatam uma sensação curiosa ao retornar:
todos sabem quem eu era, mas nem todos conhecem quem eu me tornei.
Quando a família espera encontrar a mesma pessoa que foi embora
Esse talvez seja um dos pontos mais delicados da experiência migratória.
Durante anos vivendo fora, alguém pode ter desenvolvido maior independência, estabelecido limites diferentes, mudado a forma de organizar relacionamentos ou revisto valores que antes pareciam naturais.
Ao voltar para o convívio familiar, antigas dinâmicas podem reaparecer rapidamente.
Não necessariamente porque alguém esteja tentando provocar conflito.
Relações possuem história.
Cada pessoa ocupa determinados lugares dentro de uma família, de um grupo de amigos ou de uma comunidade. Quando alguém se afasta por muitos anos, esses lugares podem permanecer parcialmente preservados na memória dos outros.
Então ocorre uma espécie de desencontro.
A família interage com a pessoa que conhece.
Mas aquela pessoa também carrega anos de experiências que aconteceram longe dali.
Às vezes, o desconforto do retorno não está em rejeitar a família ou o Brasil.
Está em perceber que você já não cabe exatamente no lugar que ocupava antes de partir.
E o novo país? Por que ainda pode não parecer completamente casa?
Aqui surge a outra parte dessa experiência.
Depois de anos vivendo fora, talvez o Brasil já não seja vivido exatamente como antes.
Mas isso não significa que o novo país tenha se tornado integralmente “casa”.
Você pode falar o idioma, ter residência permanente, conhecer profundamente a cidade, construir carreira, comprar um imóvel, formar uma família e ainda perceber momentos em que se sente estrangeiro.
Às vezes é uma referência cultural que você não conhece.
Uma conversa sobre infância da qual não compartilha as mesmas lembranças.
Uma piada que exige contexto.
Um sotaque que continua identificando sua origem.
Uma burocracia que lembra que você nasceu em outro lugar.
Ou simplesmente aquela pergunta recorrente:
“De onde você é?”
Nada disso significa necessariamente rejeição.
Pertencimento não depende apenas de estar fisicamente integrado a uma sociedade.
Ele também envolve reconhecimento, vínculos, participação, continuidade e a sensação subjetiva de fazer parte.
Por isso, adaptação funcional e pertencimento emocional não são exatamente a mesma coisa.
É possível estar completamente adaptado à vida prática e continuar construindo pertencimento.
Talvez o problema esteja na ideia de que precisamos pertencer a um único lugar
Existe uma expectativa cultural muito forte de que cada pessoa deveria conseguir responder claramente:
“De onde você é?”
“Qual é a sua casa?”
“Onde você pertence?”
Mas a experiência migratória pode tornar essas perguntas menos binárias.
Uma pessoa pode possuir vínculos significativos com mais de um lugar.
Pode sentir falta do Brasil quando está fora e sentir falta da vida no exterior quando está no Brasil.
Pode reclamar do país onde vive e defendê-lo quando alguém o critica.
Pode sentir saudade da família e, depois de algumas semanas convivendo novamente com ela, sentir falta da autonomia construída longe.
Pode pensar em voltar e, quando imagina concretamente o retorno, perceber tudo o que precisaria deixar.
Isso não significa necessariamente indecisão.
Pode significar que a vida passou a possuir referências afetivas, culturais e relacionais distribuídas entre lugares diferentes.
A psicologia chama atenção para a possibilidade de uma identidade bicultural
Estudos sobre aculturação e identidade cultural vêm mostrando há décadas que integração entre referências culturais pode ser uma trajetória possível de adaptação.
Isso significa que a pessoa não precisa necessariamente escolher entre preservar sua cultura de origem ou participar da cultura do país onde vive.
Em muitos casos, as duas dimensões podem coexistir.
Pesquisas sobre identidade bicultural também investigam como pessoas que vivem entre culturas conseguem perceber essas diferentes referências como compatíveis e integradas — ou, em outros casos, como conflitantes e difíceis de conciliar.
Essa diferença é importante.
Para algumas pessoas, viver entre culturas amplia repertórios e possibilidades.
Elas conseguem transitar entre códigos culturais, adaptar a comunicação, compreender perspectivas diferentes e sentir que ambas as experiências fazem parte de quem são.
Para outras, essa integração pode ser mais difícil.
Pode existir a sensação de que precisam escolher.
De que são “brasileiras demais” no país onde vivem e “estrangeiras demais” quando retornam ao Brasil.
Nesses casos, a questão não é apenas geográfica.
Ela toca diretamente a experiência de identidade e pertencimento.
Não se sentir completamente de um lugar não significa não pertencer a lugar nenhum
Essa distinção é fundamental.
Quando a experiência migratória modifica a identidade, algumas pessoas interpretam a sensação de estar “entre dois lugares” como ausência de pertencimento.
Mas existe outra possibilidade.
Talvez o pertencimento tenha deixado de ser exclusivamente territorial.
Casa pode continuar sendo um lugar.
Mas também pode ser uma língua.
Uma relação.
Uma comunidade.
Um conjunto de hábitos.
Um espaço onde você não precisa explicar determinados aspectos de si.
Uma cidade onde sua vida acontece.
Uma mesa onde determinadas pessoas se reúnem.
Ou até diferentes lugares que sustentam partes diferentes da sua identidade.
A experiência migratória pode fazer com que “casa” deixe de ter uma única resposta.
E isso não precisa ser um problema a ser corrigido.
Existe também um luto nessa transformação
Ainda que a experiência de viver entre culturas possa ser enriquecedora, ela também pode envolver perdas.
Talvez você nunca mais retorne exatamente à vida que deixou.
Mesmo que volte ao Brasil, o tempo passou.
A pessoa que partiu não existe da mesma maneira.
As relações não estão congeladas.
O país também não.
Existe, portanto, um tipo de despedida que nem sempre acontece no aeroporto.
Às vezes, ela só é percebida anos depois.
É o reconhecimento de que determinadas versões da própria vida pertencem a um período que terminou.
Isso pode trazer saudade, ambivalência e até tristeza.
Mas não significa que a migração tenha sido um erro.
Toda escolha importante reorganiza possibilidades.
Construir uma vida em outro país significa ganhar experiências que talvez nunca existissem sem a mudança, e também aceitar que outras trajetórias ficaram para trás.
Quando a pergunta deixa de ser “onde é minha casa?” e passa a ser “quem eu me tornei?”
Talvez essa seja uma mudança importante na maneira de compreender pertencimento depois da migração.
Durante algum tempo, a pessoa tenta resolver a questão geograficamente.
Brasil ou exterior?
Voltar ou ficar?
Aqui ou lá?
Mas nem sempre existe uma resposta capaz de eliminar completamente a ambivalência.
Porque talvez a transformação mais importante não tenha acontecido apenas nos lugares.
Aconteceu na própria pessoa.
Você aprendeu a existir em contextos diferentes.
Construiu relações que não existiam antes.
Talvez tenha criado filhos em outra cultura.
Desenvolveu maneiras diferentes de pensar.
Descobriu coisas sobre o Brasil que só conseguiu perceber depois de sair.
E descobriu coisas sobre si que talvez nunca tivesse encontrado se tivesse permanecido.
Nesse momento, pertencimento pode deixar de significar escolher qual país representa sua identidade inteira.
Pode passar a significar reconhecer que sua história agora contém mais de um lugar.
Quando essa sensação começa a produzir sofrimento
Nem toda ambivalência sobre pertencimento precisa de tratamento.
É importante dizer isso claramente.
Sentir saudade, estranhamento ao voltar ao Brasil, dúvidas sobre permanecer no exterior ou perceber mudanças na própria identidade podem fazer parte da experiência migratória sem representar qualquer transtorno psicológico.
A atenção se torna mais importante quando essas questões começam a produzir sofrimento persistente, isolamento, ansiedade significativa, dificuldade de estabelecer vínculos, sensação intensa de não pertencimento, conflitos familiares importantes ou incapacidade de construir uma vida emocionalmente significativa no lugar onde se está.
Também pode acontecer de questões anteriores à migração ganharem novas formas no exterior.
Mudar de país muda o contexto.
Não necessariamente elimina padrões emocionais, dificuldades relacionais ou experiências anteriores.
Por isso, compreender a saúde emocional de brasileiros que vivem fora exige olhar para a migração sem transformar tudo em consequência dela.
A pessoa continua sendo maior do que a experiência de ter migrado.
Psicoterapia para brasileiros que vivem no exterior
Fazer psicoterapia na própria língua pode oferecer algo particularmente importante para algumas pessoas que vivem fora.
Não apenas porque falar português é mais fácil.
Mas porque língua também carrega contexto cultural, memória, humor, referências familiares e formas específicas de nomear experiências.
Em determinadas situações, poder falar sem precisar traduzir culturalmente aquilo que está sendo vivido permite acessar nuances que podem ser difíceis de explicar para alguém que não compartilha referências semelhantes.
Ao mesmo tempo, uma psicoterapia voltada para brasileiros no exterior não deveria partir da ideia de que morar fora é necessariamente um problema.
O objetivo não é convencer alguém a voltar para o Brasil nem ajudá-lo a permanecer no exterior a qualquer custo.
É compreender a pessoa dentro da vida que ela construiu, das relações que mantém, das perdas que atravessou, das escolhas que fez e das questões que surgem agora.
Às vezes, isso inclui elaborar a saudade.
Em outras situações, reconstruir pertencimento.
Em outras, compreender conflitos familiares, exaustão, ansiedade, solidão, carreira, identidade ou decisões sobre permanecer ou retornar.
Porque, depois de alguns anos vivendo fora, a pergunta raramente é apenas:
“Em qual país eu quero morar?”
Às vezes, a pergunta mais importante é:
“Que vida faz sentido para a pessoa que eu me tornei?”
Perguntas frequentes
É normal deixar de se sentir completamente em casa no Brasil depois de morar muitos anos fora?
Sim. A experiência de viver em outro contexto cultural pode modificar hábitos, referências, valores e maneiras de interpretar situações. Ao retornar ao Brasil, algumas pessoas experimentam simultaneamente familiaridade e estranhamento. Isso não significa necessariamente rejeição ao país de origem ou perda de identidade brasileira.
Por que voltar ao Brasil pode parecer estranho depois de anos morando no exterior?
Porque tanto o país quanto a pessoa mudaram durante esse período. Relações, cidades, hábitos e contextos sociais continuam se transformando enquanto alguém vive fora. Ao mesmo tempo, a experiência migratória também modifica referências pessoais. O reencontro acontece, portanto, entre um país que não permaneceu parado e uma pessoa que também já não é exatamente a mesma.
O que é identidade bicultural?
Identidade bicultural refere-se, de maneira geral, à possibilidade de incorporar referências de mais de uma cultura à maneira como uma pessoa compreende a si mesma. Isso não significa possuir duas identidades completamente separadas nem abandonar a cultura de origem. Diferentes referências culturais podem coexistir e adquirir importância em contextos distintos.
É possível se sentir pertencente a dois países?
Sim. Pertencimento não precisa funcionar como uma escolha exclusiva. Uma pessoa pode manter forte identificação com o Brasil e, simultaneamente, desenvolver vínculos, identificação e sentimento de pertencimento com o país onde construiu sua vida.
Por que sinto saudade do Brasil quando estou fora e saudade do exterior quando estou no Brasil?
Porque diferentes lugares podem passar a representar necessidades, relações e partes distintas da sua história. Sentir falta de um lugar enquanto está no outro não significa necessariamente que você tomou a decisão errada. Pode refletir justamente a construção de vínculos significativos em mais de um contexto.
Não saber se quero voltar ao Brasil significa que fracassei na adaptação?
Não. Questionar uma escolha depois de anos não significa que ela tenha sido equivocada. Circunstâncias, prioridades, relações e projetos mudam ao longo da vida. É possível ter se adaptado bem ao exterior e, ainda assim, reconsiderar onde deseja viver no futuro.
O que é choque cultural reverso?
É uma expressão utilizada para descrever dificuldades ou estranhamentos que algumas pessoas experimentam ao retornar ao país de origem depois de um período significativo vivendo em outra cultura. O lugar é familiar, mas a pessoa pode perceber que suas expectativas, hábitos e referências mudaram. Nem todo retorno produz esse tipo de experiência e sua intensidade varia bastante.
Quando as dificuldades de pertencimento indicam que devo procurar ajuda?
Quando a sensação de não pertencer passa a produzir sofrimento persistente, isolamento, ansiedade, conflitos importantes, dificuldade para estabelecer vínculos ou interfere significativamente na vida cotidiana, conversar com um profissional pode ajudar a compreender o que está acontecendo. Não é necessário esperar que a situação se torne grave para buscar acompanhamento.
Agende seu atendimento.
Se viver no exterior trouxe mudanças na maneira como você se percebe, se relaciona com o Brasil ou compreende onde deseja construir sua vida, elaborar essas transformações pode ser um passo importante.
Meu trabalho considera não apenas sintomas, mas também identidade, vínculos, experiências de vida, adaptação cultural, relações familiares e as condições atuais de quem constrói uma vida longe do país de origem.
Ofereço atendimento presencial em São Paulo e psicoterapia online para brasileiros no Brasil e no exterior.
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Referências
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Schwartz, S. J., Unger, J. B., Zamboanga, B. L., & Szapocznik, J. (2010). Rethinking the concept of acculturation: Implications for theory and research. American Psychologist, 65(4), 237–251.
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Luciene Marinho
Psicóloga | Neuropsicóloga | Terapeuta EMDR
CRP 06/118394
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